Aventuras nas Terras Ermas

Na Margem do Rio Podre

Primavera de 2946 - A Campainha do Pântano - Sessão 3

  • A Comitiva ainda reflete sobre as palavras do Velho Nerulf enquanto compartilham da fogueira e aproveitam a comida dos Homens da Floresta. Na manhã do dia seguinte um novo encontro se dá entre Kori e o Ancião, onde ele pede que sejam eleitos caçadores para buscarem comida, uma vez que todos da Comitiva aproveitaram de sua hospitalidade na noite anterior. 
     
  • A busca por alimentos nesta região do Pântano é um tanto quanto perigosa e não traz frutos de imediato, pelo menos não da forma como todos imaginavam, uma vez que acabam por encontrar Ervas da Bruxa ao invés de caça. O grupo percebe ainda que quanto mais eles se aproximam da Floresta das Trevas menor é a presença e atuação da natureza, não se escutam cantos de pássaros e nem mesmo o zumbido dos insetos.
     
  • Todos retornam por volta do sol alto e dessa vez, todos têm com o Velho Nerulf, onde o mesmo demonstra já saber o que a Comitiva encontrou. Eles fornecem uma parte das ervas e Sigvald prepara infusões com elas para tomarem antes mesmo de adentrarem a parte mais profunda dos Pântanos Compridos, pois eles sabem da mácula da Sombra.
     
  • A embarcação é colocada no Rio Corrente com ajuda dos mais jovens dentre os Homens da Floresta e a Comitiva finalmente parte para o sul aproveitando da correnteza que nesta época do ano deixa a viagem ainda mais rápida, porém as águas bem frias. Os primeiros obstáculos começam a surgir, inicialmente com emaranhados de galhos mortos ou raízes, mas a navegação segue sem grandes problemas graças à força de Kori. Posteriormente, Ainen percebe que o grupo está sendo seguido e observado.
     
  • O barulho da vazão do rio é comum, mas não tem como não estranhar a falta de animais nesta região, ou mesmo dos seus ruídos característicos. Descansar em terra firma já seria algo complicado, ainda mais dentro de um barco em constante movimento, todo o grupo tem dificuldades para dormir e se dividem em turnos para evitar qualquer tipo de surpresa. Durante seu “sonho élfico” Ainen enxerga uma lamparina se acendendo em meio à noite e à neblina densa desta região, mas o mesmo não sabe dizer exatamente o que seria aquele sinal.
     
  • Ainen decide seguir para terra firme com parte do grupo que já acordara no momento em que a embarcação parou. A opressão destas terras e toda sua desolação começa a mexer com a cabeça dos membros da Comitiva, e Éohorn questiona a real necessidade desta missão, enquanto sonha com suas tranquilas cavalgadas pelas planícies de Rohan. A Comitiva segue caminhando por um curto período de tempo durante a madrugada e em meio à névoa densa do Pântano, até que uma lamparina se acende, dissipando a neblina e revelando ao grupo que eles estão cercados.
     
  • Existem alguns Elfos da Floresta das Trevas espalhados pelo local, usando das árvores como cobertura e apontando seus arcos para a Comitiva, enquanto no centro há um dentre eles que porta uma estranha lamparina, este é Galion, o responsável pela fuga dos Anões e de Bilbo das prisões dos Salões de Thranduil. Ainencaitar é saudado pelo Elfo e ambos iniciam um diálogo ainda em Sindarin. Galion questiona a presença de todos nestas bandas e ainda fala que dias atrás eles estavam seguindo dois anões, Balin e Óin, sob ordens do Rei Élfico, e agora eles. Fala dos vestígios que os tais anões deixaram para trás e diz ainda que se encontrarão mais uma vez onde ele irá mostrar a localização deste acampamento.
     
  • A Comitiva retorna para embarcação e segue mais uma vez viagem rio abaixo até o ponto indicado, o encontro do Rio Corrente com o Rio Podre que desce das Montanhas da Floresta das Trevas. Galion, com sua lamparina já aguarda o grupo na margem oeste do rio e mostra a direção do acampamento dos anões. Um trecho de terra firme, próximo à uma lagoa fedorenta de água estagnada de onde erguem-se muitos caniços.
     
  • O grupo verifica bem o local e nota que não existem rastros ou marcas de batalhas por aqui. Os Anões parecem ter desaparecido ou simplesmente retornaram às pressas para sua embarcação. Sacos de dormir, cobertores e uma fogueira praticamente intacta foi deixada para trás. Enquanto Sigvald verifica o tronco podre que está próximo ao acampamento, Lily nota uma runa anã entalhada apressadamente na madeira retorcida, a Hobbit percebe ainda que se trata de um encantamento que contém um segredo.
     
  • Hanar é chamado por Sigvald e Lily e o mesmo consegue abrir um esconderijo no tronco, onde foi escondido uma linda caixinha de madeira:

    Trata-se de uma caixinha de joias feita de marfim, decorada com elaboradas imagens em baixo relevo de aves majestosas: as Grandes Águias das Montanhas Sombrias. A caixa contém um pergaminho com escrituras e iluminuras, a carta do Rei Dáin para o Rei das Águias. A carta, quando enrolada, é cingida por um belo cordão de ouro torcido, do qual pende uma magnífica pedra preciosa, da cor da neve e do tamanho de um punho pequeno. Ao se abrir a caixa pela primeira vez, a luz ambiente é capturada e multiplicada pelas incontáveis facetas da joia, fazendo a caixa brilhar como se tivesse luz própria. É um presente soberbo, digno de reis.
     
  • Lily sabe que a pedra vem do tesouro de Smaug e, portanto, a maldade do dragão ainda persiste na joia. Ao colocar os olhos sobre nela pela primeira vez, ela sente um desejo ardente que se acende em seu pequenino coração: Ela precisa ter aquele tesouro! Sigvald nota as expressões da Hobbit mudarem repentinamente e aproveita para fechar a caixa enquanto guarda a mesma consigo.
     
  • Todos decidem passar a noite neste local, aproveitando o acampamento de Balin e Óin. Enquanto iniciam as divisões de turnos, eles notam as luzes bruxuleantes que surgem na lagoa de água estagnada, tratam-se de fogos-fátuos, ou velas de cadáveres, que aparentemente atraem todo tipo de animais, quando os mesmos ainda caminhavam por aqui. Mas as tais luzes dessa vez parecem atrair outro tipo de criatura, um vagante Troll de Pedra parece se erguer por detrás dos caniços enquanto caminha lentamente na direção do acampamento da Comitiva.

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