Aventuras nas Terras Ermas

Diário da Lily

A Campainha do Pântano - Sessão 2



Esgaroth – Março, 2946.

     Nossa ida ao cais nos revelou mais do que esperávamos. Encontramos os dois Anões da taverna, Kori Garra do Urso e Sigvald. A Beorning até aquele momento era desconhecida para mim, mas o Barding me é conhecido, é sempre bom ter relações com pessoas inteligentes e de bom gosto. Depois das devidas apresentações ficamos sabendo que compartilhamos o mesmo interesse para com Balin e seu amigo, resolvemos discutir melhor este assunto confortavelmente na taverna. Ironicamente fomos a mesma taverna em que eu, o Elfo e o Cavaleiro nos encontramos. A Junco Dourado realmente faz jus ao nome que possui pela quantidade de detalhes da tal cor em seu interior. 

     Já estabelecidos e com nossos canecos de cerveja em mãos, tive a honra de negociar algumas das boas ervas do Condado com Sigvald e pudemos fumar nossos cachimbos confortavelmente. Como já era de se esperar, tivemos alguns momentos de conflito quanto a diversidade dos membros da Comitiva. Onde há rancor há discórdia, sem dúvidas, isso sem contar o sabido fato de que não devemos esperar total entrega de duas pessoas que nunca se viram. Senti-me no dever de intervir e dizer que aquelas rixas não importavam mais devido ao nosso objetivo em comum. Nenhum de nós possui desejos sombrios no coração para esta jornada.

      Após uma noite de sono agradável na residência de Lomund, saímos para escolher um barco. "Cisne afunda, dragão voa", diante da breve porém verdadeira observação da jovem Kori, preferimos um modelo moderno de barco e começamos nossa viagem pelo Lago Comprido. Com Lomund guiando e a jovem Kori no timoeiro seguimos maravilhosamente bem e nem mesmo a Beorning nos avisando a respeito de um futuro nevoeiro e da possibilidade de chuva aparentava debilitar nosso trajeto futuro. 

     Ao chegarmos a Escadaria de Girion, tivemos que puxar a embarcação para evitarmos a queda d'agua, o que teria sido quase impossível sem a jovem Kori no grupo. Tudo corria bem, até notarmos a presença de um acampamento desconhecido. Lomund quis nos tranquilizar dizendo ser dos Homens da Floresta, mas não acho sensato se basear em suposições fora da cidade. Sendo assim nós dois fomos escondidos verificar quem seriam os responsáveis pelas fogueiras e, foi um grande alívio constatar que a suspeita de meu companheiro era verdadeira.

     Decidimos nos apresentar de forma amigável e cordial com a intenção de partilharmos o mesmo espaço para acampar, pois Lomund já havia nos avisado de que aquele ponto seria a última localidade onde poderíamos descansar uma noite completa. Fomos recebidos com desconfiança, mas nessa parte em questão acredito que tenho considerável parcela de culpa, afinal eles nunca viram um Hobbit.

     Kori foi a única que recebeu permissão para ter com o ancião daquele povo, o velho Nerulf, enquanto todos nós ficamos do lado de fora sob os olhares atentos e pouco amigáveis dos Homens da Floresta. Apesar de mulheres e crianças estarem se escondendo de nós, um rapaz teve a coragem de vir até nós e pedir por histórias e enigmas. Foi uma boa distração para mim e para Sigvald, até a jovem Kori retornar com palavras enigmáticas. 

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